Viajar é bom. Aprender é melhor!

28/08/2012 by: thiago

Viajar é bom. Aprender é melhor! – Sabrina Carmona

A beleza de viajar não precisa nunca ser discutida, pois até hoje não conheci nenhuma alma viva que não goste de viajar. Porém, cada vez mais temos eventos na área de games que ficam mais acessíveis, e que se voltam à uma realidade de desenvolvimento e pesquisa no Brasil. Neste ano, tive a oportunidade de participar dos 3 maiores eventos de games do mundo: a Game Developer’s Conference em São Francisco, a E3 em Los Angeles e o Games for Change em Nova York. Neste post, vou contar como é a experiência em participar desses eventos e o por quê deles ajudarem tanto a quem estuda e trabalha na área de games.

Para começar, existe uma grande diferença entre os três eventos, apesar de todos focarem na área de games. O primeiro, a GDC, é muito focado para desenvolvimento dos games, ou seja, para quem realmente trabalha com eles, criando e desenvolvendo. O grande tópico desse ano foi Mobile e Social Games. Os consoles também foram abordados, mas com muito menos ênfase do que os outros dois segmentos. Obviamente que se você lê bastante sobre a área, vai saber que não estou contanto nenhuma novidade. Mas a beleza da GDC é que ela realmente abre seus olhos para caminhos que podem ser seguidos em sua empresa, e inclusive em sua carreira. Aliás, por falar em carreira, tem um espaço bem grande na feira dedicado à vagas de emprego nas empresas, portanto se seu sonho é trabalhar fora do país, a GDC é um bom lugar para conversar cara a cara com quem está abrindo vagas para o mercado.

Por um outro lado, o segundo evento é a maior feira de games do mundo, a E3. Este ano muitos lançamentos foram feitos durante a feira e muita coisa nova foi mostrada. Diferentemente da GDC, a E3 tem como foco mostrar os games e o que está sendo feito e será feito no próximo ano. É um evento de lançamentos e novidades, que tem como público quem está na indústria, sejam eles jornalistas, desenvolvedores ou pessoas de business. Por incrível que pareça, é muito mais fácil fechar um deal na E3 do que na GDC. Isso porque todos os chefões e diretores estão presentes nessa feira. As filas intermináveis para jogar os lançamentos e experimentar as novidades compensam, pois você pode dar de cara com alguma oportunidade que não seria possível alcançar se não estivesse no meio de todo mundo. Destaque para toda tecnologia e espaço disponibilizado para a feira. A E3 realmente é de encher os olhos!

Por fim, o Games for Change na maravilhosa Nova York foi o evento mais surpreendente. Focado muito mais na parte acadêmica e em todo o propósito de change the world playing games, é o evento o qual mais se aprende e coincidentemente mais próximo daqueles que realmente escrevem e ensinam pelos livros que compramos. Keynotes de Jane McGonigal, Nolan Bushnell e James Paul Gee são apenas alguns dos eventos que o congresso oferece. Aqui, é favorecida a troca de experiências e crenças sobre a indústria, de uma forma a entender em como os games desenvolvidos podem ajudar na educação, saúde, política e sustentabilidade, entre outros temas que visam mudar o mundo para o melhor.

Obviamente que participar de todos o eventos é sempre bom, mas uma conclusão que podemos ter é que, apesar de todos serem focados na indústria e área de games, cada um tem seu foco e seu perfil, complementando sempre as experiências que podem vir a acrescentar em seu estudo e trabalho. A troca de experiências deve sempre ser realçada, pois é com ela que vamos aprender e ensinar. Viajar é bom, aprender é melhor!

Sabrina Carmona – CEO da empresa Mango Games, foca em desenvolvimento de jogos para educação e jogos mobile. Localizada em São Paulo, tem como grandes projetos desenvolver um equilíbrio entre qualidade e conceito. Já atuou como Game Producer freelancer para projetos com a TV Meio Ambiente e o grupo Backpackers. Coordenadora do grupo de pesquisa CS: Games/TIDD, está estudando na área desde 2007. Fazendo seu mestrado na PUC-SP em Comunicação e Semiótica, pesquisando Games e Cultura como tema de dissertação. Formada na mesma instituição em Tecnologia em Jogos Digitais, fazendo monitoria em Roteiro para Games e Iniciação Científica sobre o tema “A evolução psicológica dos personagens de Games”. Tem também como projeto paralelo o blog Planeta Gamer onde escreve sobre a teoria de game design e também algumas curiosidades sobre a indústria e o mercado de games no Brasil.

Comments

One Response to “Viajar é bom. Aprender é melhor!”
  1. Muito interessante Sabrina, só pelos contatos já deve valer a pena (embora eu não tenha
    participado de nenhum destes eventos no exterior).

    A troca de experiência deve ser gigante também na GDC, com o pessoal de toda a indústria (pelo menos grande parte). Acho que deve valer a pena até para desenvolvedores independentes que estão procurando algum parceiro para projetos.

    Até mesmo nos eventos nacionais (nos que eu fui) os contatos também foram proveitosos (mesmo os eventos sendo “reduzidos” em escala).

    Abraços.

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